domingo, 9 de janeiro de 2011

Revelações de APORCALYPSE

Era uma vez (acho que não gosto muito de narrativas bíblicas pelo fato de elas nunca começarem assim), muito tempo atrás, passando Meseta Neblina, ali pelos lados da Hungria. Havia dois Joões: o João Batista e o João. Quando o livro estava sendo escrito havia uma necessidade enorme de se saber quem era quem, afinal, já pensou se Cristo, filho de Deus e, portanto, Deus, sabedor de tudo, resolve fazer uma sacanagenzinha com Judas, se aproveitando do mesmo modelo de cabelo e barba (moda da época) , e tasca um beijo no vagaba antes de ele fazer o mesmo? Além de escapar da cruz ainda ganhava uma graninha...
Mas não é isso que está em foco. A questão é a forma como o João, que era viciado em alucinógenos, e que teve o seu rebanho de porcos quase todo jogado penhasco abaixo com o cão no couro, viria a ser chamado; De todo o rebanho de João, ficou apenas uma porquinha, que vivia no colo de joão, era de estimação de joão; e que tinha o belo nome de Lypse, em homenagem a um dos grupos ciganos que faziam a festa nas boates do egito, os Lypse Kings. Essa porquinha era mesmo o xodó de joão, que lhe contava tudo tudo o que se passava pra ela. Era sua companheira (sim, ele tinha um caso porcoerótico com ela. Dizem que a bicha era bestial!!!), e por isso ele era reconhecido e apontado como o João da porca Lypse. Que com o passar dos tempos foi se corruptelando em Poca, e se justapondo e Apocalypse, que depois virou Apocalipse. Mas a bicha era muito faladeira, por isso Apocalipse passou a ser sinônimo de Revelações.
Ele, uma vez, passado com sua ruína financeira, levou o farelo depois que um vêndalo revolucionário botou o bicho nos seus trezentos porcos, tomou um megachá com todas as ervas do reino e Sálvia de Judá, e resolveu viajar por tosos os sete rumos e ver todos os sete selos, e ouvir todos os sete trovões. E quando voltou, veio apavorado, tremendo... Aos berros... Aos prantos... Aos gritos...
Lypse ofereceu um café quente com bolinhos de mirra e omegazema (parente da alfazema, mas aditivada...), E foi quando João passou a derramar tudo sobre a pobre porquinha. E ela ouviu e taquigrafou tudinho. Que depois falou pra um tal de Guttemberg (que cantava com um tal de Sá e um outro tal de Rodrix), em Mogúncia, pra ele colocar numa coletânea de contos que ele tava publicando... E a coisa vai se avolumando com o tempo...
MORAL: Hermenêutica, mano...

Belém, 09 de janeiro de 2011.

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