quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Enfim, a wonderful world (4ª parte)


·         7556, os dias do abate.
Tristes eram os dias na terra assolada por todas as dores e por todos os terrores que se tem a possibilidade de imaginar, mas ouçam: as galinhas são seres muito cruentos. Estão além de parâmetros humanos de ética e moral.
Os homens machos foram exterminados quase de todo. Atualmente correspondiam a um percentual de 0,02% da população humana adulta, presos a mecanismos de perpétua extração de esperma, onde sofriam vexatória estimulação anal constante, para que produzissem uma média de dois litros de esperma, por dia, cada um. As mulheres, em parte eram confinadas desde a menarca para a produção de alimentação. Eram fecundadas mecanicamente com os gametas masculinos. Essas pobres criaturas tinham sua genética alterada para permitir que gerassem um filho a cada três semanas.
Essas crianças tinham destinos diferentes: alguns eram expelidos ainda na bolsa amniótica, para serem vendidos em dúzias no supermercado ou nas feiras livres; outros nasciam normalmente e eram anabolizados para que com três meses de idade tivessem condições físicas de andar, com uma impressionante média de setenta e oito quilos, desses uma parte seguia viva para o abate nas feiras livres, e outra era morta nos grandes centros de beneficiamento, sendo resfriada ou congelada para o comércio interno; outra parte, de maioria impressionantemente feminina, não era anabolizada, pois que era voltada para a procriação. Mas estes são os modificados geneticamente do parágrafo anterior.
E os mercados eram abastecidos.
E as mesas eram fartas.
E as galinhas eram felizes.
E os homens eram tristes.
(Acho importante informar que, quando a desvalorização tornava mais lucrativo matar que vender humanos, todos aqueles enormes bebês de três meses eram queimados em enormes pilhas a céu aberto) 



Continua...

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