sexta-feira, 23 de abril de 2010

Último canto suicida


Eu que acredito em milagres
Que recebo energia do sol
Que canto e danço em todas as giras
Que estou vivo graças a Deus

Hoje refaço meu verso
E vejo que a fonte secou
E vejo que a vida não é bela
E vejo que a flor já murchou

(Eu vejo (deitado em uma cama de hospital: entubado, desidratado, cego, surdo e doido) o que resta, (e em estado crítico,) do meu senso critico (se finando e reencarnando do lado de lá da linha do equador,) numa apressada transmigração metempsicótica febril! (Mas não sem tempo de ainda dizer:))

Pare essa porra que eu quero sair
Pare essa porra que eu quero parar
Estou cheio de toda essa merda
Estou cheio de tanto falar:

Eu que acredito em milagres
Que recebo energia do sol
Que canto e danço em todas as giras
Que estou vivo graças a Deus

Ora, pare essa porra que eu quero sair
Pare essa porra que eu quero parar
Quem sabe abrir os meus braços
Olhar pro espaço e voar...


Belém, 05 de outubro de 2008.

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